domingo, 10 de abril de 2011

Ética e Regulamentação na Pesquisa Antropológica‏

Está disponível em PDF o livro: "Ética e Regulamentação na Pesquisa Antropológica" publicado em 2010 pela editora da UNB. Vale a pena conferir. O livro pode ser acessado no endereço: http://www.anis.org.br/arquivos_etica_antropologica.pdf

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ayahausca e o Tratamento da Dependência.‏

Nos dias 12, 13 e 14 de setembro de 2011 será realizado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo o Encontro “Ayahuasca e o Tratamento da Dependências”, visando discutir o uso ritual/religioso da ayahuasca e os processos de reabilitação de usuários de drogas. Os objetivos do Encontro são: a) discutir os limites entre práticas terapêuticas e religiosas no tratamento da dependência química; b) discutir a diversidade de práticas envolvidas neste tratamento; c) discutir os limites de conceitos como “droga”, “terapia”, “ritual”, e “vício/dependência”; d) discutir a função da experiência no processo de tratamento da dependência; e) discutir os limites da legalidade do uso da ayahuasca no tratamento da dependência química.

Estão confirmadas as participações do Dr. Jaques Mabit e Rosa Giove (Takiwasi, Peru); dos representantes do Centro de Recuperação Caminho de Luz; das igrejas Céu Sagrado, Céu da Nova Vida; da Unidade de Resgate Padrinho Sebastião; da Associação Beneficente Luz de Salomão; dos pesquisadores Edward MacRae, José Guilherme Magnani, Bruno Ramos Gomes, Henrique Carneiro, Gabriela Ricciardi, Walter Moure, Liandro Lindner e Marcelo Mercante e do advogado Maurides Ribeiro.

I Colóquio Internacional sobre Habitat Urbano e Exclusão Social



Publicado por George Sarmento e Disponível em: http://www.georgesarmento.com.br/?p=159

Exclusão social e a crise habitacional serão os principais temas do I Colóquio Internacional realizado pela UFAL, em parceria com Laboratório de Direitos Humanos, FAPEAL, SEUNE e o Núcleo de Estudos do Estatuto da Cidade. O evento acontecerá entre os dias 27 a 29 de abril no Auditório da Justiça Federal e está inscrito na Comemoração dos 50 anos de criação da UFAL.

Os coordenadores, Alexandra Marchioni (UFAL, Regina Dulce Barbosa (UFAL) e Christian Guy Caubet (UFSC), organizaram diversos eixos de debates que terão o objetivo de estudar parâmetros e efeitos do modelo urbano sócio-ambiental excludente e identificar alternativas que viabilizem o denominado “direito à qualidade de vida” dos moradores nas cidades e o aumento da participação cidadã no planejamento urbano.

O Cóloquio terá natureza multidisciplinar e contará com a participação de professores de respeitadas instituições nacionais e internacionais. O tema interessou a Embaixada da França que apoiou a vinda do professor Raphaël Romi (Université de Nantes) e Jean Pierre Frey (Institut d’Urbanisme de Paris), que farão exposições sobre a “Agenda 21, uma nova forma de fazer direito” e “ o lugar das bidonvilles na teoria e prática urbanística”, respectivamente. Entre os professores brasileiros convidados já confirmaram presença Andreas Krell, George Sarmento, além dos coordenadores do Colóquio.

As conferências dos professores estrangeiros terão tradução simultânea e produção de texto escrito. O Colóquio é aberto para pesquisadores, gestores públicos, além de alunos de graduação e pós-graduação. As vagas são limitadas. Nos próximos dias a Coordenação divulgará o programa e os lugares de inscrição.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ciranda Filosófica recebe debate sobre humanização da saúde

Por: Ascom - UFPE


“Da cura ao cuidado: novas perspectivas na saúde” é a temática do “Café Cultura – Ciranda Filosófica” deste sábado (9), às 19h15, na Livraria Cultura. O evento contará com palestras do professor Paulo Henrique Martins, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e do médico Rodrigo Cariri, da Unidade Integrativa de Saúde da Prefeitura do Recife. O mediador e organizador da mesa é o professor Marcelo Pelizzoli, também da UFPE.

A adoção, entre os profissionais, da noção de cuidado à saúde pública do Brasil levou a discussões sobre a humanização das ciências da saúde e também sobre as condições de trabalho, éticas e políticas dos profissionais. Sob uma perspectiva de integralidade do sujeito, o profissional não pode ser apenas um especialista, mas também alguém que leve em conta os lados social e existencial dos pacientes.

“Café Cultura – Ciranda Filosófica” é um evento que ocorre há seis anos, numa parceria entre o Laboratório de Filosofia da UFPE e a Livraria Cultura. Ainda será lançado o livro “Da cura ao cuidado: novas perspectivas na saúde”, organizado pelo professor Paulo Henrique Martins.

Mais informações
Laboratório de Filosofia - UFPE
(81) 2126.8295

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O melhor do Brasil é o brasileiro! Corpo, identidade, desejo e poder

Artigo de autoria do meu amigo antropólogo Tiago Cantalice e publicado no número atual da revista Sexualidad, Salud y Sociedad. O manuscrito pode ser acessado em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/SexualidadSaludySociedad/article/view/885 Segue abaixo o resumo.

Este artigo tem como objetivo descrever quem são os parceiros das trocas afetivo- sexuais que se dão entre homens nativos/locais da Praia da Pipa – Rio Grande do Norte, Brasil (chamados emicamente de caça-gringas) e mulheres estrangeiras em contextos de viagem turística, analisando suas marcas corporais e os sistemas de diferenciação em que estão inseridos, dissertando sobre como eles/elas agenciam as estruturas de poder e os estereótipos culturais. Para isso, realizou-se uma análise da construção da brasilidade mestiça e sensual – desde os relatos de Caminha e a ideia de Éden terreal, desembocando nas interpretações de Gilberto Freyre (2006 [1933]) sobre a democracia racial e a ideologia da mestiçagem – que foi posta em diálogo com os dados obtidos em campo através da observação e de entrevistas, revelando como aqueles agentes se apropriam e ressignificam aquelas construções em seu próprio benefício.

Palavras-chave: corporeidade; caça-gringas; turismo sexual; poder

sábado, 2 de abril de 2011

Proibição do Uso de Remédios Naturais na Europa

Por: Renata Romano

Sábado, 26 de Março de 2011, 16:19

Pessoal, atenção. Este ano a União europeia vai votar pela proibição do uso de remédios naturais como óleos essenciais, plantas medicinais, homeopatia e acupuntura. Se for aprovado, toda a Europa vai estar proibida de usar eles para tratamento de qualquer doença. Será proibida também a venda livre de ervas, chás e óleos essenciais e produtos associados. Somente laboratorios grandes poderão vender e usar tais técnicas. E a população ficará à mercê destes. Comunismo, caça às bruxas, desastre global contra a liberdade da humanidade!

Os grandes laboratórios faturam e a população tem de seguir permitindo que só eles fiquem ricos, usando seus antibioticos, analgésicos sem sequer ao menos poder ter uma erva como manjericão plantada no quintal. O video é em frânces, mas chocante.Isso tem de ser repassado a todos no mundo! Não deixe de repassar. Nós podemos votar online impedindo este absurdo no endereço da petição abaixo, não deixe de votar, proibir isso aqui na américa latina será o próximo passo.

LINK DO VIDEO:
http://www.defensemedecinenaturelle.eu/

VOTE NA PETIÇÃO PARA IMPEDIR A PROIBIÇÃO DAS MEDICINAS NATURAIS: http://www.defensemedecinenaturelle.eu/signerlapetition.php

Você não precisa entender francês para votar. Repasse ao máximo de pessoas.

Guérison défendue

www.defensemedecinenaturelle.eu

L'Europe veut interdire l'usage des plantes médicinales : signez la pétition!Petition, medecine plante, médecine naturelle, thérapie, soins naturels, medecine traditionnelle.

Renata Barros
Vida Porã - Terapias Naturais, Arte e Educação para a Saúde
www.vidapora.com.br

Cura religiosa incrementa a dinâmica social das comunidades rurais

De: Yuri Assis, por: Ascom-UFPE

Nas populações rurais do interior da Paraíba, a cura religiosa ajuda a fortalecer os laços sociais e tem repercussões que ultrapassam o mero tratamento do mal físico. Introduzindo o conceito de cura social, a tese “A cura pela fé: crenças, saberes, práticas e poderes no mundo rural do Nordeste brasileiro”, defendida por Maria da Conceição Cardoso van Oosterhout, analisa os tipos de cura e seus impactos dentro das comunidades. O Trabalho foi defendido em dezembro de 2010, no Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da UFPE.

Segundo a pesquisadora, as diversas práticas curativas têm efeitos inclusive sobre as relações sociais. Ao livrar um alcoólatra do vício, por exemplo, traz benefícios para sua família, ao mesmo tempo em que contribui para sua reinserção na sociedade. Além disto, a ação está perpassada por um viés holístico, isto é, pela integração entre corpo, mente e espírito. "Associam-se benzimentos com orientação alimentar, orações e até fitoterápicos", afirma a pesquisadora. “Todavia, se a pessoa não possuir fé, não será curada”, ressalta.

A tese distingue ainda três modalidades sanativas, todas dependentes da fé do paciente. No caso da cura devocional, cultuam-se santos ou almas santas a fim de obter as soluções desejadas. "Se curada, a pessoa cria laços e obrigações de reciprocidade com essas divindades", define a pesquisadora.

Quanto à cura proporcionada por benzedores ou curadores populares, estes agem como intermediadores do poder divino, e, dessa forma, adquirem status social no meio em que atuam. "Aqui, cria-se uma relação de companheirismo, de aconselhamento, de escutas psicológicas, de expressões que atuam no sentido de fortalecer não só os locais e os encontros, mas também a amizade e a legitimação daquela liderança religiosa", explica Conceição.

Por último, as irmãs curadoras procuram intervir no eixo corpo-mente-espírito, por meio de orações e fitoterápicos. "As irmãs católicas buscam cuidar da harmonização do corpo e da mente recorrendo a procedimentos específicos. Ao ministrar medicamentos para o físico, recomendam que os doentes pronunciem palavras de cura interior, como 'Jesus me ajude, Jesus me cure, Jesus muito obrigada'", relata.

INTEGRAÇÃO – Contudo, o conceito de cura social não se limita à restituição da saúde, seja mental, física ou espiritual. "Em alguns casos, ser atendido pela 'graça divina' passa pelo fato de aceitar a própria doença e aprender a conviver com ela, quando o caso não tem solução", pontua Conceição.

A doutora em Sociologia destaca também que a cura religiosa age no plano psíquico, interferindo no comportamento das pessoas envolvidas. "Houve um caso em que a pessoa, ligada à umbanda, oferecia serviços de ajuda, e, ao visitar as famílias, deixava objetos estranhos nas casas. Ao procurar a 'causa do problema', retirava os mesmos objetos, iniciando seu trabalho", conta. "Através das reuniões das irmãs curadoras, ela iniciou uma fase de arrependimento, confessou sua 'doença' e modificou seu comportamento e seu papel na comunidade, buscando outro meio de vida", completa.

Para a pesquisadora, a cura religiosa, analisada sob essa complexidade, dispõe às comunidades carentes de assistência uma forma de suplantar suas faltas. "Essa espécie de assistência torna-se fundamental não apenas numa comunidade rural isolada, mas também principalmente nas comunidades desassistidas por políticas públicas", conclui.

Mais informações
Maria da Conceição Cardoso
conceicao.oosterhout@uol.com.br