domingo, 20 de junho de 2010

Curso de Extensao "Politicas Publicas sobre Drogas"‏

Quinta aula:

Tema: "Crime, violencia e trafico de drogas"

Expositor: Dr Jose Luis Ratton (doutor em sociologia, professor da UFPE e assessor especial do Governador de Pernambuco na area de seguranca publica).

Data: 19/07/2010

Local: Anfiteatro do CCSA/UFPE

Horario: 14 as 17 horas

quarta-feira, 16 de junho de 2010

II Mostra de Antropologia Visual do Curso de Ciências Sociais da UFPE

18/06/2010, no auditório do Centro de Filisofia e Ciências Humanas da UFPE.

Programação:

Abertura 15:30 horas
Lady Selma - Coordenacão do Curso de Ciências Sociais

Mesa Redonda - 16 Horas
Antropologia Visual Perspectivas de Investigação nas Ciências Sociais
Ana Laura Lureiro, Juliana Barretto, Renato Athias

Filmes 17:00 horas
As Corridas do Imbu Karuazu - 29 min (Juliana Barreto)
Para outra Geração - 19 min (Ana Laura Loureiro)
Diga Lá que Côco é esse - 12 min
Movimento Grafite em Recife: só concreto - 7 min
Percurso dos Tambores
Retinianas
Dia de Clássico

Exposições de Ensaios Fotográficos
Diga Lá que Côco é esse
Menina sem nome: a santa popular
João Diogo
Ensaio sobre maracatús

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Museus Indígenas e Políticas de Cultura em Pernambuco



Convite:

A Diretora do Museu do Estado de Pernambuco têm o prazer de convidar para participar
da Mesa Redonda sobre: Museus Indígenas e Políticas de Cultura em Pernambuco que será realizada no Museu do Estado de Pernambuco, no dia 17 de Junho as 16 horas. Na ocasião estarão presentes representantes indígenas das etnias Pankararu, Fulniô, Tuxá que apresentarão suas experiências de museus e casas de memória. Durante esse evento os Fulni-ô apresentarão suas danças tradicionais relacionadas com a exposição
Mitos, Danças Rituais Indígenas em cartaz no Museu do Estado de Pernambuco.

Outras informações:
Renato Athias
(81) 21268286
www.ufpe.br/carlosestevao

domingo, 6 de junho de 2010

Geni e o Zepelin (o doido, o Daime e o crime)

Por: Jaques Delgado

"Joga pedra na Geni...".
Você lembra da estória da prostituta que salvou a cidade, mas que foi de todo modo lapidada? Pois é, volto a um assunto delicado: as discussões e a repercussão sobre a morte de Glauco. Assim que soube os detalhes das notícias, menos de 24 horas após o ocorrido, meu primeiro pensamento foi direcionado à enxurrada de críticas que seriam lançadas à existência do Daime e à Reforma Psiquiátrica. Cada um foi buscando suas pedras, se armando de agressividade, cada um procurando a sua Geni, ora o culpado era o Daime, ora a lei de reforma que impede a internação dos loucos (!), ora o pai do assassino, que não cuidou do filho; pelo que andei lendo, alguém teve a ousadia de sugerir que o culpado da morte de Glauco e Raoni foi o próprio Glauco! Pasmém, a que ponto chegamos.

Improvisamente, depois da novela das 8 da Globo, todos nos transformamos em doutores, em psiquiatras. Ouvi delegados fazendo diagnóstico, parentes e advogados mais ou menos tarimbados, falando em surto psicótico, alucinação, jornalistas disparando leituras apressadas, repletas de jargões técnicos. Simples, não é?
Quantas pessoas que jamais beberam um copo de Daime, ou de Vegetal, isto é, de Ayahuasca, vomitaram condenações, críticas, julgamentos, embebidos de preconceito, moralismo, ideias que são tanto ingênuas quanto perniciosas.

Talvez para entender um pouco desta misteriosa substância será necessário beber um, dois, três, cem copos da bebida de gosto amargo, bebida sagrada para os povos da floresta e, vale lembrar, de uso permitido e regulamentado pelo próprio CONAD em rituais religiosos. Por quê insistir com a linguagem pobre e sensacionalista que fala de "droga", substância "alucinógena" ? Então, se ouço tais falas, posso concluir que o governo brasileiro autoriza e libera o uso de uma droga alucinógena... ou não?

Os estudiosos preferem a expressão 'substância enteógena', que significa manifestação interior do divino, ou seja, que permite ou possibilita a conexão com o sagrado. É diferente, radicalmente diferente! Sei que há recomendações no sentido de se evitar que um sujeito com determinadas características psíquicas beba o chá. Quem fala nisso? "Joga pedra na Geni..."

Quanto aos críticos da reforma da assistência psiquiátrica, é triste observar que ainda estamos neste estágio da discussão. Um articulista da Folha, falando em periculosidade, me faz pensar que a solução melhor para 'prevenir' a violência destas pessoas potencialmente perigosas é a internação compulsória e preventiva de todos, mas todos mesmo: loucos, usuários de substâncias psicoativas (maconha, cocaína, crack, daime, ecstasy, anfetamina, álcool...), moradores de rua, favelados (é muito perigoso morar em favela). Uma ideia ainda melhor seria a construção de um muro alto, bem alto, em volta de todas as favelas nas cidades do Brasil! Eu, por via das dúvidas, internaria também os policiais, que andam armados, podem atirar - isso é perigoso.

Colocaria dentro também os torcedores mais exaltados de futebol, os punks, os desempregados, pensando bem até os colunistas, porque suas opiniões podem ferir, podem ser perigosas. Ficariam de fora os intelectuais, a maior parte deles é inofensiva; os psicólogos e os psiquiatras (alguém precisa responder pelo diagnóstico). Minha companheira me recorda que um tal de Simão Bacamarte já havia proposto algo de semelhante... que pena! Queria ser original.

Neste drama que se consumou, um dos traços característicos foi a falta de atenção, a displicência, a surdez na captação dos sinais que uma pessoa em grave dificuldade transmitiu. Onde estava sua família? Para onde olhava? Agora é fácil jogar uma pedra, mas onde estávamos nós quando tudo aconteceu? Talvez cada um cuidasse do próprio jardim, ou do próprio umbigo, ou estivesse narcotizado pelo Big Brother da vez. Talvez. É muito fácil agora apontar o dedo, encontrar um culpado, escrever matérias sensacionalistas que vendem um mundo de jornais. Quem quer, de fato, refletir em profundidade? Se você quer, pode-se tentar uma discussão franca, honesta, nada oportunista.E se quiser, jogue uma rosa pra Geni.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

II Festival do Filme Etnográfico do Recife



Os Programas de Pós-Graduação em Antropologia e em Comunicação Social da UFPE abriram as inscrições para o II Festival do Filme Etnográfico do Recife. O evento vai premiar produções cinematográficas/videográficas, produzidas a partir de 2008, que apresentem qualidade técnica reconhecida na área. Poderão ser inscritas, até o dia 31 de julho, produções nacionais e internacionais de documentários, que abordem questões socioculturais contemporâneas sobre pessoas, coletividades, grupos sociais, processos históricos com temas de interesse antropológico. O II Festival, que se realizará 27 a 30 de setembro de 2010, tem o apoio da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e será realizado na Sala de Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Derby, em Recife. O regulamento e o formulário de inscrição encontram-se no seguinte site: http://www.filmedorecife.com.br

Outras Informações:
Laboratório de Antropologia Visual
(81) 21268286

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cadernos de resumos da primeira mostra sobre saúde mental de Pernambuco disponível no Sbribd

Caros amigos. encontra-se disponível no site do Scribd o caderno de resumos da primeira mostra de saúde mental de Pernambuco, evento realizado durante a III Conferencia Estadual de Saude Mental (Recife, 17 a 19/05/2010). Constam neste caderno alguns resumos sobre o Projeto de Desinstitucionalização dos Pacientes do Hospital Jose Alberto Maia/Camaragibe e outras experiencias na área de saúde mental(transtorno mental e alcool e outras drogas) em Pernambuco, uma iniciativa da GASAM e da Educacao Continuada da SES/PE. O documento pode ser acessado virtualmente no endereço:

http://www.scribd.com/doc/32403126/Caderno-de-resumos-da-I-Mostra-sobre-Saude-Mental-de-PE

Vale a pena conferir...

Simpósio: "A farra do jornalismo oportunista: interesses escusos e a revista mais lida do país"

Debatedores:

Pierre Lucena - Professor de Administração/ UFPE e editor do blog Acerto de Contas

Jonnhy Cantarelli - antropólogo/ INCRA-PE

Francisco Sales - Procurador de Justiça Cível/ MPPE (a confirmar)

Data: 08/06/2010

Local: Anfiteatro do CCSA/UFPE

Em sua edição número 2163, de 5 de maio deste ano, a revista Veja publicou, sob o título "A farra da antropologia oportunista", uma matéria que provocou grande indignação no meio acadêmico e em grandes partes da sociedade civil por ter ofendido uma categoria profissional inteira e diversos segmentos da população brasileira, acusando-os de serem responsáveis por diminuírem as oportunidades de desenvolvimento do País. No simpósio, serão debatidos o tipo de jornalismo praticado pela Revista, suas implicações éticas e políticas, os interesses por trás das matérias veiculadas e como pessoas e grupos lesados podem se defender por vias jurídicas.

Mais informações:
(81) 2126.8286 / 3226.0678
petcsufpe@gmail.com
www.twitter.com/petcsufpe